O Bom pastor e seus comentários

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terça-feira, 25 de julho de 2017

Atos 19 = Mais Tempo, Mais Mudanças

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Ruínas de Éfeso
®   Atos 19: Mais Tempo, Mais Mudanças.

A terceira viagem missionária tem seu principal foco no tempo de Paulo em Éfeso. Em Corinto foi um ano e meio; em Éfeso foram quase três anos. A permanência prolongada de Paulo em Éfeso deu ensejo “a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a palavra do Senhor” (v.10). Sua permanência prolongada também causou efeito mais profundo com muitas implicações sociais. Isso deve nos fazer refletir em pastorados mais longos a fim de que a influência do Evangelho seja mais duradoura e o trabalho de discipulado seja mais profícuo e eficaz.

O que se pode fazer num pastorado mais longo?
1º: Estabelecer uma base doutrinária mais correta para a fé (v.1-7). Aqui fica evidente a necessidade de correção doutrinária para se viver corretamente a fé cristã. Se há deficiência na forma de crer haverá deficiência na forma de praticar a fé. Um pastorado mais longo pode identificar as deficiências e corrigi-las pelo ensino correto.

2º: Estabilizar o trabalho pastoral e planejar melhor a ação missionária (v.8-10). Um pastorado mais longo promove o debate esclarecido e a persuasão racional mais que emocional. Conversar sobre a fé amadurece a crença e faz bem para a igreja. O debate aberto e cortez promove o trabalho missionário. A preocupação com a doutrina correta não é empecilho às missões, pelo contrário, é um de seus mais convincentes promotores, pois dá ocasião a que muitos outros ouçam a pregação do evangelho.

3º: Evidenciar a diferença e a profundidade da fé cristã frente às expressões religiosas culturais (v.11-20). Muitos querem lucrar com o evangelho e por meio dele se engrandecer sobre os demais. Um pastorado mais longo possibilita identificar essa prática e desmascará-la trazendo mais temor ao rebanho e protegendo-o da divisão baseada em preferências, disputas ou ações maliciosas.

4º: Estabelecer uma base de envio missionário (v.21,22). A estabilidade de um pastorado mais longo faz com que novas Antioquias apareçam e contribuam com a obra missionária. A partir de Éfeso, as sete igrejas da Ásia Menor surgiram e se desenvolveram. Estabilidade consagrada gera promoção, não apatia, nem comodismo.

5º: Testemunhar in loco o fator contracultural do Evangelho frente ao paganismo secular (v.23-41). O Evangelho é uma cosmovisão cultural diferente e oposta à cosmovisão secular. A crença em um só Deus gera inúmeras implicações sociais e morais; a crença em vários deuses e em deuses falsos gera inúmeras implicações sociais e morais. O enfraquecimento do paganismo frente ao cristianismo produz convulsão social. O mesmo acontece com o enfraquecimento do cristianismo frente ao neopaganismo. A lição de Éfeso é límpida para que não abandonemos a clareza da fé cristã nesses tempos de insensatez de novas idolatrias.
Com amor, Pr. Helio.

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