O Bom pastor e seus comentários

O Bom pastor e seus comentários

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Atos 21 = Faça-se a Vontade do Senhor!


®   Atos 21: Faça-se a Vontade do Senhor!

Paulo deseja ir a Jerusalém e de cidade em cidade é avisado do perigo de seu intento. A ação do Espírito Santo não era para impedi-lo, mas para alertá-lo a fim de que se preparasse (v.4 e 11). Paulo estava consciente disso.

Ele não foi para Antioquia como das outras vezes, mas para Jerusalém. Todas as precauções tomadas não foram suficientes para impedir o alvoroço que eclodiu em torno dele. Todos que são piedosos e sérios na sua fé enfrentarão polêmicas em seu ministério. Existem embates que podem e devem ser evitados, mas também existem outros que não podem e não devem ser evitados. Não é possível para a igreja chegar à maturidade se não enfrentar efetivamente e eficazmente suas polêmicas internas. Não podemos viver ajeitando as coisas e pondo panos quentes sobre assuntos desagradáveis.

Por isso a vontade de Deus e como respondemos a ela deve ser o referencial de nossa conduta quanto a situações inadiáveis na vida eclesiástica. Assim como Paulo estava consciente do perigo, também estava igualmente pronto para enfrentá-lo e suportá-lo. Sua consciência estava tranquila na presença de Deus (v.13).

Quando os problemas surgem precisamos escolher nossa própria postura, e precisamos estar certos de que não serão baseadas em suposições ou pura presunção (v.29). Embora, nem sempre a agitação seja baseada em falsidades, não se pode negar que muitas vezes é. Agitadores não primam pela verdade, mas por conveniências sociais ou pela quebra da ordem. Sua intenção sempre gravita em torno da imposição. Ainda que aparente zelo pela verdade, o que se vê é somente agitação.

Justiça e como praticá-la é algo difícil de fazer, especialmente em meio a polêmicas que envolvem interesses e tradições. Dizer a verdade em dias como os nossos pode nos angariar reprovação e até mesmo perseguição. As pessoas escolhem uma ideologia para seguir mais que a verdade de Deus, por isso seu discurso é comprometido com a secularidade e o que esta aprova, poucas vezes deixando evidente a lucidez que se espera de quem proclama conhecer a Palavra de Deus!

Os judeus abraçaram uma religião ideologizada que sufocava a verdade da Palavra de Deus. Temos de cuidar para a nossa religiosidade não andar nesse caminho também. A vontade de Deus é a nossa santificação (1 Ts 4.8) de modo que tudo que nos afasta disso e nos aproxima da mundanidade nunca será a vontade de Deus para nós.

Paulo enfrentou um turbilhão de problemas em Jerusalém. Procurou agir com cautela e sem provocações. Tudo isso porque queria cumprir a vontade de Deus. Mesmo assim só encontrou tumulto, agitação e incompreensão. É difícil ver a vontade de Deus em tudo, mas ela se manifestou em cada momento, cada passo e em cada ação. Apesar de toda agitação e empurra-empurra, Deus protegeu o seu servo e sua vontade foi feita.

                                                                                                Com amor, Pr. Helio.


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Atos 20 = Pastoreai o Rebanho de Deus


®    Atos 20: Pastoreai o Rebanho de Deus.

O rebanho é de Deus, mas os presbíteros devem pastoreá-lo em seu nome e para a sua glória somente. A principal forma de fazê-lo é sendo modelos no comportamento (v.18), servindo com humildade (v.19); anunciando e ensinando somente o proveitoso e de várias formas (v.20); centralizando o arrependimento sem acepção de pessoas (v.21); ensinando todo o desígnio de Deus (v.27); conscientes de quem é o rebanho e seu pastor (v.28); atentos à intromissão dos lobos (v.30,31); sempre cientes da autoridade da qual fomos investidos (v.32); nunca agindo por cobiça ou interesse (v.33); servindo com contentamento (v.34) e priorizando aos que necessitam mais de cuidado pastoral (v.35).

Observe que Paulo se dirige aos presbíteros da igreja de Éfeso como comumente os presbitérios se dirige aos pastores no dia de sua ordenação ao sagrado ministério. A razão é muito simples e bíblica. Os presbíteros são tão pastores quanto os apóstolos o eram naquele tempo.

Observe ainda que os conselhos, recomendações e determinações de Paulo aos presbíteros apontam seu ministério na direção do cuidado, supervisão e pastoreio do rebanho.

Uma tentação muito comum e constante para os presbíteros é verem a si mesmos como supervisores do trabalho dos pastores e administradores da igreja. Por causa disso, somado ao abuso de muitíssimos pastores que não se consagram ao serviço para o qual foram designados e ordenados; bons presbíteros acabam por ceder a esse tipo de tentação: 
(1) a tentação de se verem como patrões dos pastores e não seus co-pastores e companheiros no ministério;
(2) a tentação de se verem hierarquicamente superiores aos demais irmãos e dessa forma turvar o significado verdadeiro do sacerdócio de todos os crentes; 
(3) a tentação de decidirem pela igreja sem conhecerem de fato as necessidades dela; 
(4) a tentação de se verem politicamente como representantes de grupos de eleitores dentro do rebanho a fim de representar seus interesses no Conselho da igreja.

Paulo os exorta a resistir a esse tipo de tentação e serem pastores, cuidadores do rebanho. 
(1) Servindo lado a lado com os pastores que são seus pastores e dos quais são pastores também. 
(2) Servindo como iguais e como servos no meio de servos.
(3) Servindo com conhecimento de causa tanto pela visitação quanto pelo aconselhamento fiel de suas ovelhas. 
(4) Servindo como representantes de Deus eleitos por seu povo a fim de supervisionar e superintender a vida cristã sem intromissões desmedidas e sem ingerências desnecessárias na vida alheia.

Paulo deixa claro que os exorta porque ama a Deus; ama ao rebanho e ama os presbíteros que formou e que a igreja elegeu pelo voto de uma assembleia reconhecendo sua santa vocação.

Essa conversa com os presbíteros terminou em oração e lágrimas de despedida. Eles oraram com humildade, pois se ajoelharam diante de Deus. 

Em breve vamos eleger presbíteros outra vez, e aqui Paulo explicita um breve, mas importante, manual para a sua conduta no pastoreio da igreja. Cabe a nós, os presbíteros atuais, nos perguntarmos se temos lido e seguido esse manual. Cabe-nos também a tarefa de instruir os novos irmãos que se juntarão a nós pela eleição, se estão dispostos a lê-lo e segui-lo junto conosco. Cabe à igreja segui-lo na hora da eleição. Mas a todos nós cabe eleger de joelhos para que Deus, O Senhor da igreja, nos governe a todos com amor.

Com amor, Pr. Helio.

Uma Comunhão Eficiente - Lançamento do Livro

 Lançamento do livro "Uma Comunhão Eficiente", (80 pág. formato 18x10,5 cm, Ed. Coloquio) de autoria do Rev. Helio O. Silva.
Datas:
1º) No próximo dia dos pais (13/08/2017) por ocasião do culto vespertino às 19 horas, na Igreja Presbiteriana Jardim Goiás.
Rua 109, qd. G, lt. 5, V. S. João (em frente à rótula de entrada para o Flamboyant Shopping Center).

2º) No culto do Seminário Presbiteriano Brasil Central, às 9:15 hs. dia 16/08/2017.
Rua Governador Valadares, S. Negrão de Lima.
3º) Na livraria da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia (data a ser agendada).
Rua 68 nº 95, Centro.
O valor de lançamento será R$ 10,00 o exemplar.
Você é nosso convidado especial.
O livro é um comentário devocional da carta de Paulo a Filemon. Trata de um chamado à prática de uma comunhão eficiente nas igrejas de Cristo conforme ora Paulo no versículo 7 dessa epístola.
“Somos também exortados, por meio da mensagem deste livro, que, para termos uma comunhão eficiente com os nossos irmãos precisamos nos lembrar de que, como Filemon e Onésimo, a graça de Cristo nos libertou dos pecados e passamos da condição de escravos à de irmãos, filhos do mesmo Pai, portanto o amor, o perdão, a gentileza, o companheirismo e o acolhimento devem permear os nossos relacionamentos, nunca perdendo de vista que somos um só corpo, o Corpo de Cristo.

Também nos ensina o autor, uma comunhão eficiente, ou seja,a comunhão Cristã, não é uma casa de portas fechadas nem uma panela de pressão tampada; ela é a comunhão de irmãos de uma mesma família que se reúne à volta de seu pai. Por isso, ela recebe quem acaba de chegar pelo novo nascimento, sem abandonar quem já está na caminhada há mais tempo’” (Profª Neli de Freitas).

terça-feira, 25 de julho de 2017

Anjos e Demônios

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PNEUMATOLOGIA

Rev. Hélio O. Silva, STM.
Aula 01 = Anjos e Demônios

I.        Anjos.
Angelos no grego e Cherub no hebraico podem ser traduzidas simplesmente por “mensageiro”, tanto humano quanto celestial. A palavra em si não denota qualquer conotação moral de maldade ou bondade. Com exceção de Lc 7.24, 9.52 e, possivelmente, Ap 1.20 (e nas 7 cartas às igrejas) o NT aplica a palavra a seres celestiais. Gruden define Anjos como: “seres espirituais criados, dotados de juízo moral e alta inteligência, mas desprovidos de corpo físico”.[1] Logo, anjos não são onipotentes nem oniscientes e muito menos onipresentes, atributos exclusivos do ser de Deus.
Os anjos são mensageiros de Deus ou embaixadores de Deus. Estão constantemente na sua presença e a seu serviço. Sua missão no céu é louvá-lo (Ap 4.5); dedicam-se a realizar a vontade de Deus (Sl 103.20). Eles contemplam a face de Deus (Mt 18.10). Embora tenham sido criados por Deus, estavam presentes na criação (Sl 148.5). A Bíblia diz existirem milhares de anjos (“incontáveis”, “miríades” = Hb 12.22).
Os anjos auxiliam na realização da providência divina (Dn 12.1) e na reconciliação (Gn 19,1 e 2ss). No cumprimento de sua missão declaram a palavra de Deus (Lc 1.26,27) e executam a sua obra (Mt 28.2).
É possível descobrir uma ordem nas suas categorias: Miguel é chamado de arcanjo, enquanto outros simplesmente de anjos (I Ts 4.16; Jd 9). Será um arcanjo quem anunciará primeiro a segunda vinda de Cristo (I Ts 4.16). “As Escrituras, porém, não nos dizem se isso significa que Miguel é o único arcanjo ou se há outros”.[2] (Dn 10.13).
A ação dos anjos é vista principalmente em torno da encarnação de Cristo, seu ministério terreno e na sua ressurreição. Estão presentes no seu nascimento (Lc 1 a 3; Mt 1); na tentação (Mt 4; Lc 4). Na sua preparação para a cruz (Mc 9.2; Mt 17.2; Lc 22.43); na ressurreição (Lc 24.23; Jo 20.12) e na ascensão (At 1.10).
Os anjos ajudaram a igreja no seu ministério primitivo (At 5.19; 10.3) e terão papel de destaque nos acontecimentos do Fim e do Juízo Final (Ap 7; Mt 24.31; Mt 13.41,49). Embora a obra da reconciliação seja exclusiva de Cristo, os anjos a acompanham e a confirmam (Lc 1.46).
Os anjos se alegram com os pecadores que se arrependem (Lc 15.10) e serão testemunhas presentes quando Cristo confessar aqueles que não o negaram diante dos homens (Lc 12.8,9). Eles são ministros de Deus a favor de seus eleitos (Sl 91.11,12; Mt 18.10; At 12.15), mas isso não implica na existência de anjos da guarda individuais.
A Bíblia não dá muitos detalhes sobre a natureza dos anjos, enfatizando seu caráter espiritual incorpóreo, mas que podem se revelar às pessoas quando Deus assim o determinar (Nm 22.20 - Balaão; II Rs 15.17 – Geazi). São descritos sempre em relação a Deus como “seus” anjos (Sl 104.4). Apenas dois tem seus nomes mencionados: Miguel (Dn 10.13,21; 12.1; Jd 9 e Ap 12.7) e Gabriel (Dn 8.16; 9.21; Lc 1.19,26). O livro apócrifo de Tobias dá nome a mais três anjos: Rafael, Uriel e Jeremiel (Tb 12.15).
Os anjos também são chamados de eleitos (I Tm 5.21; Hb 1.14); filhos de Deus (Sl 29.1); santos anjos (Jó 5.1); seres celestiais (Sl 89.6,7) e espíritos ministradores (Hb 1.14). Apesar disso, Deus nos proíbe claramente de adorá-los (Cl 2.18; Ap 19.10).
Os anjos são classificados na Bíblia como serafins (Is 6.2) e querubins (Gn 3.24). Eles formam a carruagem de Deus na sua descida (Sl 18.10). Figuras de querubins adornavam a arca da aliança (Ex 25.17ss) e o templo de Salomão (I Rs 6.23ss). Deus está entronizado acima dos querubins (I Sm 4.4; Sl 80.1). Ezequiel dá uma descrição visionária deles segundo um padrão humano (Ez 1.10; 9.3; 10.15-22).
Miguel é chamado de Príncipe (Dn 12.1) e lidera os exércitos de Deus (Ap 12.7). Gabriel é chamado apenas de anjo (Lc 1.19). O anjo que apareceu a Josué é chamado de comandante do exército do Senhor (Js 5.13ss).
Judas 6 sugere a existência de uma “queda” também entre os anjos; e que eles são liderados por satanás na sua rebelião contra Deus (Ap 12.7). Há principados e potestades do mal (Ef 6.12). Os anjos maus foram derrotados na cruz (Cl 2.15) e serão definitivamente julgados e condenados no Juízo Final por Cristo (Mt 25.41).
Deve nos chamar à atenção a pessoa do “Anjo do Senhor” constantemente ativo no AT. É quase unânime a interpretação que diz ser ele o Verbo pré-encarnado agindo na terra.[3] Ele é Cristo. Uma razão bem simples para essa interpretação é que ele é o único anjo que recebe e aceita adoração na Bíblia (Jz 13.2,3).[4]
Nosso interesse pelos anjos precisa sempre ser conduzido pelo ensino das escrituras, a fim de que sejam evitados dois extremos perniciosos para a fé cristã:
1. As especulações sem fim que levaram a igreja da idade média a uma espécie de adoração angelical, criando sistemas de classificação complexos e exagerados de seu papel entre nós, especialmente em torno da figura enigmática do anjo da guarda (Mt 18.10; At 12.15).
2.   O ceticismo racionalista do iluminismo que os classificava ou como fantasia, ou reinterpretados como resquícios de um politeísmo primitivo na fé do povo de Deus, desconsiderando seu papel bíblico claro.
Algumas conclusões são corretas e coerentes com a Bíblia:
a)      Anjos, embora apareçam em forma humana, são incorpóreos na sua essência, pois são espíritos.
b)     Criados antes do homem, mas também são criaturas de Deus.
c)      São indivíduos que recebem nomes, funções e posições de hierarquia dentre eles mesmos segundo critérios estabelecidos pelo próprio Deus a quem servem fielmente como seu único Senhor. Os anjos têm livre arbítrio puro, ou seja, podem escolher livremente entre pecar e não pecar, pois não impecáveis aos olhos de Deus (Jó 4.18; 15.15). Os homens, após a queda têm “livre agência”, pois a Escritura os descreve como escravos do pecado (Jo 8.34; Rm 7.25). O homem não escolhe livremente entre pecar e não pecar, porque a sua natureza humana é manchada e desvirtuada pelo pecado.
d)     Comparados com os seres humanos levam a vantagem de estarem na presença de Deus sempre e de servirem como seus mensageiros. Mas quanto à redenção, não gozam do privilégio da redenção pelo sangue de Cristo. Os anjos caídos não serão salvos. Os anjos serão julgados pela igreja eleita e salva (I Co 6.3).

II.      Os Demônios:

A existência de seres espirituais malignos governados por satanás são abundantes nas Escrituras. Contudo, o assunto de sua origem não recebe tratamento detalhado na Bíblia.
Há duas teorias sobre sua origem. 
A primeira é baseada em textos bíblicos tais como (Mt 25.41; II Pe 2.4; Ap 12.7-9) e sustenta que uma multidão de anjos caiu em pecado seguindo a satanás em sua rebelião contra Deus.[5] 
A segunda especula que os demônios são os filhos ilegítimos de anjos que se casaram com mulheres antes do dilúvio (Gn 6.2; Jd 6 – nephilîm = gigantes). Estes seres brotaram de seus corpos quando foram destruídos por Deus. A base verdadeira para essa teoria é o livro pseudoepígrafo I Enoque (10.11-14; 16.1; 86.1-4) e não a Bíblia. Esta idéia foi aceita por Justino Mártir e influenciou a teologia católica através de Tomás de Aquino na Suma Teológica.[6]
Orígenes defendeu que a queda dos demônios se deu antes da criação do mundo (De Princips 2.9.6) e foi seguido por Agostinho (De genesi ad literem 3.10) e posteriormente Pedro Lombardo (Sentenças 2.6). A igreja cristã como um todo tem seguido esta interpretação. Curiosa é a teoria rabínica que especulava que os demônios se rebelaram quando Deus descansava no sábado ou que eram os construtores da Torre de Babel que foram transformados em demônios como castigo por sua arrogância.[7]
A expressão grega “daimônion” significa em sua origem possivelmente “dilaceração” ou “separar rompendo”. No AT os termos sêdîm e se’îrîm sempre enfatizaram o caráter mal destes seres celestiais caídos. Embora o AT não fale muito do assunto, fica claro que idolatria, magia e bruxaria relacionavam-se a ações demoníacas (Dt 32.17; Sl 96.5). Essas práticas eram terminantemente proibidas por Deus a seu povo (Dt 18.10-14; I Sm 15.23). O NT usa o termo daimonion com o sentido do AT, ou seja, um espírito mau; e afirma a sua natureza completamente maligna e que estão destinados a compartilhar da condenação eterna juntamente com satanás (Mt 25.41; Ap 20.10-15).
Outros termos usados no NT são: akatharton = espírito imundo (Mc 5.2,3) e ponera = espírito maligno (At 19.12-16). A maioria dessas expressões é utilizada em relação à possessão demoníaca.
Tanto Paulo quanto João entendem que a atividade demoníaca aumentará nos tempos do fim e muitos homens serão seduzidos a segui-los (I Tm 4.1, Ap 16.13-14); por isso Paulo exorta aos cristãos a estarem preparados para enfrentarem principados, potestades e os dominadores do mundo tenebroso sempre (Ef 6.10-18).
O termo “possessão demoníaca” não é bíblica; a tradução literal da expressão daimonion echein é “ter demônio” ou “ser demonizado”.
Os relatos bíblicos dos Evangelhos sobre a possessão demoníaca aludem a algumas características:
1. Aflição física ou mental da pessoa sujeita à ação demoníaca. Nudez, angústia mental (Mt 8.28-33); mudez (Mt 9.32) cegueira (Mt 12.22) e demência (Mt 4.24) são alguns exemplos. Em alguns casos inclui-se: Conhecimento superior e preditivo (At 16.16; Tg 2.19) força incontrolável (Mt 8.28).
2. O demônio invasor sempre reconhecia e temia a Cristo Mt 8.28; Lc 4.34).
3. O poder de Cristo fica claro ao serem expulsos unicamente pela sua palavra (Mt 4.24; mc 7.30). Os dicípulos faziam o mesmo após receberem a autoridade de Cristo (Mt 10.1; Lc 10.17). Essa mesma autoridade é prometida a todos os crentes (Mc 16.17).
         Essa capacidade de expulsar demônios é apontada no NT como sinal da presença do reino de Deus entre os homens (Mt 12.22; Lc 10.17) e também foi a causa da grande popularidade do ministério de Cristo no seu início (Lc 4.36). A libertação do demônio incluía:
1.     Confissão de fé em Cristo como seu salvador.
2.     Arrependimento, confissão e abandono dos pecados cometidos.
3.     A decisão de seguir um novo caminho de vida seguindo a Cristo.

         Idéias não bíblicas foram introduzidas no entendimento da igreja sobre a possessão demoníaca:[8]
®   Justino Mártir acreditava que os deuses pagãos nada mais eram que representações de demônios (II Apologia 5).
®   Orígenes acreditava que cada pessoa era acompanhada por um demônio e por um anjo, que tentavam constantemente influenciar suas decisões (De Principis 3.2.2-4). Acreditava ainda em demônios específicos “demônios dos vícios”, que agiam somente em determinados tipos de pecados.
®   Agostinho e Tomás de Aquino ensinavam que os demônios poderiam atacar as pessoas de tal forma a poderem praticar atos sexuais com homens e mulheres (De potentia 6.8,57; Summa Theologica 1.51.3.6).




[1] Wayne Gruden, Teologia Sistemática, Vida Nova, p.323.
[2] Ibid, p. 324.
[3] G. W. Bromiley, “Anjo”. Em Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã (EHTIC), vol. I, Vida Nova, p. 74.
[4] Confira esses textos: Gn 16.7-11; 22.11-15; Ex 3.2; Nm 22; Jz 2; Jz 6;  Jz 13; II Sm 24; I Rs 19.7; II Rs 1; Zc 3.
[5] S. E. McClelland, “Demônios, Possessão Demoníaca”. EHTIC, vol. I, p. 405.
[6] Ibid, p.405.
[7] Ibid, p.406.
[8] S. E. McClelland, “Demônios, Possessão Demoníaca”. EHTIC, vol. I, p. 405.

Atos 19 = Mais Tempo, Mais Mudanças

Resultado de imagem para Éfeso
Ruínas de Éfeso
®   Atos 19: Mais Tempo, Mais Mudanças.

A terceira viagem missionária tem seu principal foco no tempo de Paulo em Éfeso. Em Corinto foi um ano e meio; em Éfeso foram quase três anos. A permanência prolongada de Paulo em Éfeso deu ensejo “a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a palavra do Senhor” (v.10). Sua permanência prolongada também causou efeito mais profundo com muitas implicações sociais. Isso deve nos fazer refletir em pastorados mais longos a fim de que a influência do Evangelho seja mais duradoura e o trabalho de discipulado seja mais profícuo e eficaz.

O que se pode fazer num pastorado mais longo?
1º: Estabelecer uma base doutrinária mais correta para a fé (v.1-7). Aqui fica evidente a necessidade de correção doutrinária para se viver corretamente a fé cristã. Se há deficiência na forma de crer haverá deficiência na forma de praticar a fé. Um pastorado mais longo pode identificar as deficiências e corrigi-las pelo ensino correto.

2º: Estabilizar o trabalho pastoral e planejar melhor a ação missionária (v.8-10). Um pastorado mais longo promove o debate esclarecido e a persuasão racional mais que emocional. Conversar sobre a fé amadurece a crença e faz bem para a igreja. O debate aberto e cortez promove o trabalho missionário. A preocupação com a doutrina correta não é empecilho às missões, pelo contrário, é um de seus mais convincentes promotores, pois dá ocasião a que muitos outros ouçam a pregação do evangelho.

3º: Evidenciar a diferença e a profundidade da fé cristã frente às expressões religiosas culturais (v.11-20). Muitos querem lucrar com o evangelho e por meio dele se engrandecer sobre os demais. Um pastorado mais longo possibilita identificar essa prática e desmascará-la trazendo mais temor ao rebanho e protegendo-o da divisão baseada em preferências, disputas ou ações maliciosas.

4º: Estabelecer uma base de envio missionário (v.21,22). A estabilidade de um pastorado mais longo faz com que novas Antioquias apareçam e contribuam com a obra missionária. A partir de Éfeso, as sete igrejas da Ásia Menor surgiram e se desenvolveram. Estabilidade consagrada gera promoção, não apatia, nem comodismo.

5º: Testemunhar in loco o fator contracultural do Evangelho frente ao paganismo secular (v.23-41). O Evangelho é uma cosmovisão cultural diferente e oposta à cosmovisão secular. A crença em um só Deus gera inúmeras implicações sociais e morais; a crença em vários deuses e em deuses falsos gera inúmeras implicações sociais e morais. O enfraquecimento do paganismo frente ao cristianismo produz convulsão social. O mesmo acontece com o enfraquecimento do cristianismo frente ao neopaganismo. A lição de Éfeso é límpida para que não abandonemos a clareza da fé cristã nesses tempos de insensatez de novas idolatrias.
Com amor, Pr. Helio.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Atos 1 = Expectativas.


®   Atos 1: Expectativas.

Quero convidar aos irmãos para embarcarmos numa caminhada pelo livro de Atos em 2017, visto que esse livro aponta para a nossa vocação de sermos testemunhas vivas de Jesus onde estivermos. Vamos publicar no boletim uma meditação para cada capítulo a fim de aprendermos a olhar para nossas vidas a partir da Palavra de Deus.

Atos é a continuação do Evangelho de Lucas (o primeiro livro), mas também é a continuação da obra de Jesus por meio do Espírito Santo conduzindo sua igreja liderada pelos apóstolos, porque narra “as coisas que Cristo começou a fazer e a ensinar” (v.1).

Expectativas quanto ao que vem.
Atos 1 pinta um quadro de expectativas para a igreja quanto ao que virá depois. Cristo está aqui entre nós; não mais morto, mas ressuscitado; não um fantasma, mas alguém que come com os discípulos e os ouve (v.4); não calado, mas falando das coisas concernentes ao reino de Deus (v.3); não oculto, mas aparecendo aos discípulos durante quarenta dias. Ele dizia para que esperassem em Jerusalém o cumprimento da promessa de Joel 2. O Espírito de Deus seria derramado e todos seriam batizados por Cristo com o Espírito Santo. Por isso, olhemos para o ano que vem com a expectativa de quem aguarda e confia na Palavra de Deus. Ela sempre se cumprirá conforme ele diz.

Nossas expectativas precisam ter foco ajustado
O verso 6 é a deixa para Jesus Cristo ajustar o foco das expectativas de seus discípulos. Eles continuavam vendo nele um Messias político, mas o seu reino é diferente. Atos 1.8 é o esboço da obra de Cristo narrada em Atos. Eles receberiam poder para serem testemunhas de Cristo simultaneamente em Jerusalém, Judéia e Samaria, e até aos confins da terra! Para a igreja, testemunhar a Cristo é mais prioritário que qualquer outro projeto. Nada tem sentido para nós se o nome de Cristo não for o primeiro e ele receba todo o louvor e toda a glória por tudo!

O que vai acontecer depois? Cristo foi elevado às alturas até desaparecer da vista dos seus olhos! Precisamos ser alertados de que Deus se fará presente sempre, todos os dias, como prometeu (Mt 28.18-20), mas não como era antes (2 Co 5.14-17). Precisamos estar conscientes de que como ele se foi, também voltará. Diante dos olhos dos seus discípulos foi para o Pai, diante dos olhos dos discípulos voltará da parte do Pai (v.11 – Ap 1.7). Nossas esperanças e expectativas estão focalizadas no que ele fez, faz e fará, pois o nosso socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra; não permitirá que vacilemos e nos guardará por todo caminho (Sl 121).

Nossas expectativas nos levam à preparação.
Entre a ascensão do Senhor e o derramamento do Espírito no dia de Pentecostes há um lapso de tempo de dez dias. Nesse intervalo de tempo a igreja estava em Jerusalém, perseverando unânime em oração. Eles oravam; não para que a promessa se cumprisse, mas porque a promessa iria se cumprir. Mas não somente oravam, preparavam-se. A escolha de Matias (eleição) se deu nesse período. A igreja busca entender, com base no Antigo Testamento, o caso de Judas Iscariotes, e estabelece e usa pela primeira vez o critério da apostolicidade (para ser apóstolo é necessário ser testemunha ocular de Cristo desde o batismo de João até a ascensão de Cristo – v.21,22).

Desde o começo, a expectativa se concentra no final. A finalidade de nossas vidas é estar com Cristo onde ele estiver. Para isso o aguardamos, para isso vivemos nossa história aqui!
Com amor, Pr. Helio.


Atos 18 = Fala e Não Te Cales!



®   Atos 18: Fala e Não Te Cales.

A segunda viagem missionária chega a seu ponto alto em Corinto. Dois fatos são importantes:

(1) Paulo se entrega ao trabalho missionário de tempo integral após um tempo trabalhando com Priscila e Áquila fazendo tendas (v.5). O trabalho missionário poderá exigir de nós adaptações a fim de que a obra do Senhor prossiga e progrida. A manutenção diária nunca será uma tarefa fácil para quem atendeu ao chamado para ir adiante levando o evangelho da graça. Notemos, no entanto, que essas adaptações devem ter caráter temporário, pois a dedicação de tempo integral é o determinado por Deus. Precisamos estar precavidos e conscientes de que o temporário não venha a se tornar definitivo. Ainda que Fazedores de Tendas seja uma estratégia válida e necessária na concretização do trabalho missional, não é o ideal para o trabalho pastoral posterior quando a igreja já estiver estabelecida.

(2) Paulo se volta integralmente ao trabalho dentre os gentios (v.6). A partir de Corinto é que Paulo se torna de fato o Apóstolo aos gentios, levando o evangelho de forma convicta e ousada ao mundo fora dos contornos judaicos. Nesses tempos de tolerância intolerante aos cristãos é importante conscientizar-se de que as demandas da obra evangelística não diminuem porque o mundo se tornou mais cínico para com o trabalho missionário cristão. Os portões de bronze e as trancas de ferro sempre estiveram adiante de nós; todavia, entre nós e estes está o Espírito Santo que nos capacita com poder para sermos testemunhas de Cristo aonde quer que formos enviados! (Atos 1.8).

Corinto exigiu bastante tempo, pois houve muita oposição, mas também houve muitos frutos. Devemos atentar para que os tumultos da plantação de uma igreja não se tornem características da personalidade dessa mesma igreja por associação. A agitação da sociedade coríntia parece ter contaminado a igreja com uma agitação que sempre gerou preocupação com aquela igreja (Paulo no Novo Testamento e Clemente de Roma no período pós-apostólico).

Por outro lado, a oposição não pode silenciar a evangelização. A escassez de recursos não deve paralisar o trabalho. Dificuldades e oposição não definem se um trabalho é promissor ou não, pelo contrário, são fatores determinantes da nossa perseverança, pois Deus é o provedor do sucesso da sua obra!

Deus disse a Paulo: “Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nessa cidade” (Atos 18.9,10).

Dois missionários presbiterianos pregaram o evangelho numa cidade do interior de São Paulo por vários dias sem muito sucesso, conseguindo apenas vender 20 Bíblias para algumas famílias. Na saída da cidade, um deles bateu seus pés no chão a fim de sacudir a poeira da cidade. O outro retrucou imediatamente: “Não podemos ignorar uma cidade onde há 20 Bíblias trabalhando”. Algum tempo depois, outros missionários voltaram àquela cidade e uma igreja foi definitivamente plantada ali para a glória de Deus!

Com amor, Pr. Helio.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Stevam Sloop, Waldemar Rose e Johm Müller - Brasilia-1957

Caríssimos irmãos. Estou escrevendo um livro sobre a História da IPB em Goiás e dentre as várias linhas de pesquisa que tenho desenvolvido peço auxílio dos irmãos para ajuntar material, atas e documentos sobre as seguintes igrejas e pessoas:
Igrejas Presbiterianas mais antigas de Goiás fundadas antes de 1940. Primeira de Goiânia, Jataí, Rio Verde, Central de Anápolis, Ceres, Porangatu, Uruana, Planaltina, Waldelândia e outras mais antigas ou tão antigas quanto essas dentro do estado de Goiás.
Minha pesquisa não tratará das igrejas do Estado de Tocantis.
Pastores, evangelistas e missionárias educadoras:
1. Waldemar Rose.
2. Sebastião Rodrigues.
3. Aristeu de Oliveira Pires.
4. Jaime Woodson
5. Obreiros da Missão Oeste que trabalharam em Goiás antes de 1960. David Lee Willianson, Richardt Taylor, Robert Camenish (?),
6. Miss. Martha Little.
7. Miss. Abigail Castro.
8. Evang. Abel Pires (Corte).
9. Miss. Agnes - Anapolis
10. James Fanstone.
11. Dr. Gordon
12. Samuel Graham
13. Ashmun C. Saley
Instituições:
Hospital Gordon - Ro Verde.
Instituto Samuel Graham - Jataí.
IPE-Goiânia.
Hospital Evangélico de Anápolis
Escola Bandeirantes de Ceres.
Caso você possua relatos históricos ou parentes que participaram das histórias dessas igrejas, instituições e pessoas relacionadas acima.
Por favor, entrem em contato comigo pelo email revhelio@gmail.com para contato ou enviando cópias digitalizadas de documentos relevantes.
Grato.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

1 Coríntios 8 = Liberdade Limitada Pelo Amor


Texto: 1 Coríntios 8
Tema: Liberdade Limitada Pelo Amor.
Rev. Helio O. Silva, Rubiataba-GO, 10/11/1995.
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Introdução:
Quem é forte e quem é fraco na fé. Um dilema constante na Igreja.
Quando sou forte?
Para um grupo: Sou forte quando eu sei das coisas, e usufruo livremente delas.
Para Paulo: Sou forte quando sei abrir mão daquilo que não me diminui nem me faz crescer por amor dos outros irmãos.
Quando sou fraco?
Para outro grupo: Quando me abstenho de praticar certas coisas por causa do medo de cair.
Para Paulo: Concorda; é fraco, mas deve ser respeitado por quem se acha ou é mais forte.
         Ambas as atitudes se tornam pecado quando falta amor na Igreja. Porque o amor edifica.
         I Co 6.12, e também 1 Co 10.23 ensinam três perguntas básicas para regular a nossa liberdade cristã:
É conveniente? (vantajoso, decente);
Está sob meu domínio?
Edifica?

Proposição:

O amor é o limite da liberdade. Observe esse ensino de três formas no texto.

I ) O SABER ENSOBERBECE, MAS O AMOR EDIFICA    V. 1 - 3:

a)    Somos senhores do saber.
O conhecimento pode ser controlado de forma seletiva.

b)    O saber ensoberbece (enche).
 Pode levar à arrogância e à insensibilidade para com os outros.

c)    É preciso saber como convém saber.
 Nem todo saber é conveniente, ou produz benção para a vida da Igreja.

d)    O amor edifica
Leva ao crescimento de intimidade com Deus e à preocupação e interesse pelos outros.

e)    Quem ama a Deus é conhecido por Ele.
    Entrou num relacionamento mais intimo com Ele por meio de Cristo. O amor é o limite da atuação do nosso conhecimento.

II ) VIVEMOS PARA A GLÓRIA DE DEUS E NÃO DOS ÍDOLOS. V. 4 - 6:

a)    O ídolo é uma nulidade.
 “Nada é no mundo”. Alguns os chamam de deuses, mas isso não muda sua verdadeira condição.

b)    Há um só Deus.
A visão cristã se opõe à visão do mundo (“para nós”).
Ø Dele é tudo = Origem.
Ø Para Ele é tudo = Finalidade.
Ø Por meio Dele é tudo = Sustentação.
         Toda a minha liberdade é sustentada nesse tripé.

III ) A MINHA LIBERDADE NÃO PODE FAZER TROPEÇAR O OUTRO.   V. 7 - 10:

a) Alguns ainda estão presos a idéias pagãs (v.7).
         São crentes novos na fé  ou que não amadureceram suficientemente, e por isso sua consciência pode contaminar-se.

b)    Nada se perde em não comer; nada se ganha em comer (v.8).

c)    A liberdade não me dá direito a fazer o outro tropeçar(v.9).
Causar escândalo, ofender.

d)    A prática de “tal” liberdade pode  induzir (fortalecer para; edificar o desejo) o outro a pecar.
    Nesse caso o meu conhecimento se tornou em armadilha para o outro para afastá-lo da fé pura.

Aplicações v. 11 - 13:

         1ª) O meu saber pode ser empecilho à fé dos outros (v.11).
         “Perecer” = Levar ao pecado; arruinar a fé.

         2ª) Golpear a consciência fraca é pecar contra Cristo (v.12).
         “Golpear” = Bater com murros.

         3ª) A abstinência é melhor do que o escândalo (Fazer cair, colocar tropeço).
“Nunca mais” = enfático: uma decisão definitiva.
         Existem dois grupos na Igreja que erram quanto à sua liberdade em Cristo:
1º) Os que são propensos a escândalos.
É preciso convencer-lhes de que o erro se combate com o ensino correto dado de antemão, e não pela abstinência por causa do medo da ofensa. É preciso lembrá-los de que às vezes a própria verdade ofende a quem não quer obedecer.

2º)  Os que amam mais a liberdade que aos irmãos.
Acham que podem praticar sua liberdade sem qualquer explicação e incentivam aos outros a fazerem o mesmo para acobertar sua prática leviana. Isso é hipocrisia, pois induz o mais fraco na fé ao pecado. Calvino os chama de “impudentes” (pessoas sem vergonha).

Quando, porém, limitamos nossa liberdade pelo amor, encontramos o caminho do verdadeiro crescimento espiritual.
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